Mostrando postagens com marcador Agronegócio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agronegócio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Mapa vai reforçar fiscalização do arroz ao consumidor

O Ministério da Agricultura (Mapa) vem realizando junto aos pontos de varejo a fiscalização da classificação vegetal de arroz. A primeira grande ação ocorreu no interior do Rio de Janeiro, mais precisamente na Região dos Lagos em municípios como Araruama, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio. Durante as diligências, foram coletadas 17 amostras de arroz em produtos que apresentavam aparência suspeita. Do total, 30% das amostras coletadas apresentaram disparidade de qualidade em relação ao rótulo.
Conforme o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura, Fábio Florêncio Fernandes, a fiscalização de classificação do arroz e de outros produtos alimentícios é uma atividade regular realizada nos Estados, onde são verificadas a disparidade da qualidade do produto em relação à rotulagem declarada. “Geralmente, quando constatada, a qualidade é inferior à classificação. Isto se constitui em uma fraude econômica que faz com que o consumidor pague mais caro por um produto de baixa qualidade”, salienta.
Fernandes informa que as ações em relação ao arroz serão fortalecidas. O pedido foi feito pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e será levado em frente pelo Ministério da Agricultura. Para o diretor do Dipov, a parceria das entidades é importante no sentido de auxiliar no controle e fiscalização da qualidade e sanidade ao consumidor. “Vamos abrir uma ação nacional em cima da fiscalização do arroz da mesma forma que recentemente realizamos com o azeite de oliva”, declara.
Segundo o presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, com estas ações de fiscalização o Ministério da Agricultura cumpre o papel de defesa tanto do produtor quanto do consumidor. “Na defesa do consumidor, dá garantia à qualidade do produto que ele está consumindo. Além disso protege a renda do produtor e garante que aquilo que sai da lavoura chega ao consumidor final. É uma clara prova de como as coisas devem funcionar, com as entidades organizadas junto ao Ministério da Agricultura planejando ações colaborativas para a sociedade”, enfatiza.
Quando é detectada a infração, o Ministério da Agricultura suspende a venda do produto, possibilita ao proprietário da mercadoria a contestação e ele pode participar de uma perícia e confirmado o resultado é aberto o processo administrativo de apuração de responsabilidade mediante a lavratura um auto de infração.
Nestor Tipa Júnior

Genética sobressai a crise durante a Temporada de Primavera

Associados da Conexão Delta G comemoram vendas em período de busca de investimentos sem riscos
 
Crédito: Rodrigo Alves Vieira
Apesar do momento de turbulência política e econômica do país em 2017, especialmente no setor da pecuária, os criatórios que desenvolvem trabalhos de melhoramento genético tiveram resultados positivos durante a Temporada de Primavera da Pecuária Gaúcha. Em 11 leilões com a participação dos associados da Conexão Delta G, o faturamento foi de R$ 8,5 milhões na venda de 1,6 mil animais das raças Hereford e Braford.
Na avaliação do presidente do Conselho Técnico da Conexão Delta G, Bernardo Pötter, o uso de ferramentas de melhoramento genético tem gerado resultados importantes dentro das raças Hereford e Braford. “Isto fornece aos produtores touros para serem utilizados nos rebanhos e disponibilizando às centrais de inseminação reprodutores de altíssimo valor genético para o uso em inseminação artificial no país inteiro”, salienta.
Para o dirigente, os criadores investem com critérios técnicos e econômicos em anos de crise, direcionando os investimentos de maneira mais cautelosa e adquirindo animais avaliados geneticamente que garantem a produtividade no campo. “Estes resultados não chegam a surpreender, pois os nossos clientes procuram por um investimento certo, onde o desempenho dos animais a campo e o retorno econômico é o que interessa, portanto não é uma aventura”, ressalta.
Pötter destaca entre as ferramentas de melhoramento genético o programa de touros jovens da Conexão Delta G, que vem identificando touros superiores e disponibilizando ao mercado animais jovens de alto potencial genético. Também lembra do Programa de Acasalamentos Dirigidos (PAD). No Braford, a média fechou em R$ 9,24 mil nos machos e R$ 3,54 mil nas fêmeas. Já no Hereford a média alcançou R$ 8,47 mil nos machos e R$ 3,1 mil nas fêmeas.
Nestor Tipa Júnior

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Soja impulsiona aumento das exportações do agronegócio em outubro

Crédito: Divulgação
A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou na última semana o Relatório do Comércio Exterior do Agronegócio do RS, produzido por sua Assessoria Econômica.
De acordo com o documento, com crescimento de 69%, a soja impulsionou as exportações do agronegócio gaúcho em outubro de 2017 na comparação com o mesmo período de 2016. O setor respondeu por 65% do total comercializado pelo estado, atingindo a soma de US$ 1,047 bilhão, um aumento de 25,9%, equivalente a US$ 215 milhões. O volume foi de 1,596 milhão de toneladas.
Conforme o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, o resultado decorre do aumento do preço da soja no mercado internacional. Outra influência forte foi do grupo cereais que registrou crescimento de 36,6%, puxado pelo desempenho do arroz. Mesmo com resultado negativo dos suínos, a comercialização de carnes também teve aumento, de 6,3%, assim como fumo e seus produtos, com 15%. Apenas os produtos florestais apresentaram resultado negativo de 13,1% entre os principais grupos exportadores.
Em relação ao mês anterior, outubro registrou queda de 1% no valor e 17% no volume exportado. O aumento de 67,8% nas vendas de fumo e de 34,5% no caso dos produtos florestais não foi suficiente para reverter o resultado. Também se destacaram carne bovina, com aumento de 8% e o farelo de soja, com 90,7%. Entretanto, os grupos soja, carnes e cereais apresentaram recuo no valor com, respectivamente, -25,3%, -2,5% e -24,6%.
No acumulado do ano o agronegócio exportou US$ 9,614 bilhões, aumento de 0,42% na comparação com o mesmo período de 2016, o equivalente a US$ 40 milhões. Entre os principais parceiros comerciais do Rio Grande do Sul, a China se mantém como principal destino, respondendo por 44% do total comercializado. Na sequência aparece os Estados Unidos, com 4%, e em terceiro a Rússia, com 3,4%.
Gabriela Barcellos

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Leilão da Itapororó alcança R$ 6,22 milhões em vendas

Uma tarde histórica para a raça Crioula. Neste dia 9 de novembro de 2017 o leilão de liquidação da Cabanha Itapororó, de Alegrete (RS), entrou no hall dos principais remates do Cavalo Crioulo em termos de faturamento. Com recinto lotado no Tattersall do Cavalo Crioulo do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), o evento alcançou o resultado de R$ 6,22 milhões em vendas, fechando com média de R$ 67 mil na comercialização de 93 lotes, se tornando um dos leilões de maior faturamento da história da raça.
Para o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, que comandou as quase seis horas de vendas no leilão, dentro da conjuntura de mercado no país, o evento superou as expectativas especialmente pela liquidez. “Considerando o grande volume de animais na oferta, tínhamos uma projeção otimista, mas a superamos em 25%. Tivemos destaque especialmente nas éguas, que valeram muito mais do que pensávamos e que foram adquiridas por grandes criadores do país”, observa.
O grande destaque ficou por conta da venda de dez cotas do garanhão Sargento do Itapororó, tetrafinalista do Freio de Ouro, que totalizaram R$ 720 mil. Outra grande venda foi da égua Balisa III do Itapororó, terceira melhor fêmea da Expointer 2017, comercializada pelo valor de R$ 350 mil.
Nestor Tipa Júnior

Software gera mapas de agricultura de precisão de forma gratuita

A agricultura de precisão faz cada vez mais parte da atividade agrícola em todas as regiões brasileiras, estando presente no dia-a-dia do produtor. As ferramentas desenvolvidas ajudam a uma melhor gestão da propriedade e garantem uma produção mais profissional. Na busca por oferecer sempre melhores opções neste setor, a empresa Falker, que trabalha com equipamentos voltados à agricultura de precisão, testou e aprimorou a nova versão do seu FalkerMap Web, um software que permite ao produtor gerar seus próprios mapas de forma gratuita pela internet. São diferentes versões para atender as necessidades dos variados perfis de usuários.
Desenvolvido com tecnologia nacional, a ferramenta possibilita a geração de mapas de fertilidade do solo, sensores de alta densidade, imagens aéreas, relatórios personalizados e mapas de colheita. Outra vantagem destacada pelo diretor da Falker, Marcio Albuquerque, é a possibilidade do trabalho online. “Essa ferramenta se torna mais dinâmica na sua utilização na Web, com todos os dados armazenados de forma segura, e com acesso por qualquer plataforma, seja no computador ou pelo celular. E vale destacar que está sendo trabalhada e aperfeiçoada continuamente”, afirma.
A nova versão do FalkerMap foi testada por vários meses com usuários selecionados e agora está sendo liberada ao público em geral. “Por também ser disponibilizada de forma gratuita, auxilia na difusão da agricultura de precisão ao se tornar mais acessível a um público maior. É um software simples de usar, produzido para produtores de todos os tamanhos e ainda pode ser utilizado para o ensino e aprendizado na agricultura de precisão”, observa Albuquerque.
A ferramenta permite gerenciar o ciclo completo da agricultura de precisão, desde a amostragem do solo, passando pelos mapas de fertilidade até os mapas de recomendação para aplicação em taxa variável. “As ferramentas permitem que se controle todo o processo de decisão de adubação, possibilitando que o usuário aplique as recomendações dos manuais agronômicos ou suas próprias prescrições. Em qualquer caso, é sempre importante que o trabalho seja feito com a supervisão do responsável técnico da área”, lembra Albuquerque
O usuário conta com tutoriais on-line para o aprendizado da ferramenta e, se preferir, pode contratar treinamento junto à Falker, versões avançadas e até mesmo customizações para grandes clientes. O FalkerMap pode ser acessado pelo site www.falkermap.com.
Com informações da Agroeffective.

Angus se posiciona contra retirada na vacina contra aftosa

Foto: Fernando Dias/Seapi
A Associação Brasileira de Angus emitiu posição formal sobre o projeto de retirada na vacinação contra a febre Aftosa
No documento, a entidade explica que “entende que a suspensão da imunização seria um ótimo caminho se houvesse condições de realizar o processo sem risco ao rebanho bovino brasileiro. Contudo, frente ao atual cenário político e econômico nacional, a associação manifesta-se contrária à iniciativa”.

Razões
A nota é composta ainda pelas razões que embasaram o posicionamento da Associação. Para a entidade:
– O Brasil atravessa um período de crise econômica com recessão e falta de recursos públicos para investimentos básicos, como saúde e segurança pública. Desta forma, é difícil acreditar que haverá suplementação de verba para viabilizar todo o controle necessário para garantir o cumprimento das regras de trânsito de animais conforme determina a legislação em caso de retirada da vacinação. Vigilância que torna-se ainda mais frágil se considerarmos as imensas fronteiras secas existentes entre o Brasil e os demais países do Mercosul.
– Retirar a vacinação nos moldes propostos é correr um risco enorme que não trará grandes vantagens à pecuária nacional. O manejo do processo de imunização já faz parte da rotina dos criatórios e sua supressão em muito pouco reduzirá custos. Muito pelo contrário, colocará todo o rebanho sob ameaça sem necessidade.
– A vacinação contra febre aftosa não tem impedido que a carne brasileira atinja aos mais diversos mercados nos cinco continentes. Atualmente, há uma demanda imensa pela nossa carne premium no exterior que nem mesmo consegue ser atendida pela indústria nacional.
– Em caso de ocorrência de um foco da doença, a legislação prevê uso do rifle sanitário e indenização dos animais sacrificados sem, porém, considerar a existência de exemplares de valor zootécnico superior e, consequentemente, sem o respectivo reembolso diferenciado. Desta forma, o procedimento poderia ameaçar planteis de valor imensurável para a genética Angus do Brasil, incluindo reprodutores que carregam consigo mais de 100 anos de melhoramento da raça e adaptação ao país.
– A retirada da vacinação não é unanimidade dentro do Mercosul uma vez que há consciência sobre as fragilidades a que os animais ficam expostos sem a imunização.
– A retirada da vacinação como previsto pelo plano do Ministério da Agricultura seria feita de forma escalonada e por regiões, o que não é bom para as negociações internas da pecuária nacional. Tal processo dificultará a circulação dos bovinos exatamente em um período em que a raça Angus está se disseminando pelo Brasil com trânsito de terneiros e reprodutores.
Diante do exposto e, independente de nosso posicionamento, a Associação Brasileira de Angus mantém-se disponível para a discussão do assunto, colaborando para o desenvolvimento da pecuária nacional.
Campanha
A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul teve início no último dia 1º e se estende até o dia 30 de novembro. Deverão ser imunizados bovinos e bubalinos de zero a 24 meses de idade, que no Estado somam aproximadamente cinco milhões de animais. A meta da secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação é chegar a uma cobertura vacinal superior a 90%. A primeira etapa, em maio, teve cobertura vacinal de 98,92% do rebanho.
Os produtores devem adquirir as doses necessárias para a vacinação do rebanho em casas agropecuárias credenciadas pela Seapi para a comercialização da vacina contra a febre aftosa. Após a aplicação da vacina, todos os produtores deverão comprovar a vacinação através da apresentação da nota fiscal de compra e declaração da quantidade de animais vacinados, por categoria, nas Inspetorias de Defesa Agropecuária da Secretaria. O prazo máximo para a comprovação da vacinação é de cinco dias úteis após o término da etapa.
Gabriela Barcellos

terça-feira, 7 de novembro de 2017

ABHB recebe prêmio por acordo de exportação de sêmen

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) foi agraciada com o Prêmio Exportação RS na categoria “Destaque Serviços de Suporte à Exportação”, em reconhecimento a sua atuação na prestação de serviços Âs empresas exportadoras. A premiação é uma iniciativa de 18 das mais importantes instituições ligadas ao comercio exterior: Apex-Brasil, Agenda 2020, ADVB/RS, Badesul, Banco do Brasil, Banrisul, BRDE, Farsul, Federasul, Fecomércio-RS, Fiergs, Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, Movimento Brasil Competitivo, Porto do Rio Grande, PwC, Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade, Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do RS e UFRGS. A horaria recebida pela ABHB está assinada pelos presidentes do Conselho do Prêmio Exportação RS e ADVB/RS, Renato Malcon e Sérgio Maia, respectivamente.
O prêmio destinado à Associação é um reconhecimento por conta de um acordo comercial firmado em 2013 entre a entidade e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da República do Quênia. Na prática, o acordo somente foi concretizado neste ano por conta de questões diplomáticas. Foram exportadas duas mil doses de sêmen das raças Hereford e Braford, das quais metade foi adquirida pelo governo queniano e a outra metade foi doada, em contrapartida, pela ABHB. Trata-se de material genético dos touros ASP C104 Pontaço Jr. (Kenya), da Agropecuária São Pedro, e Sina Sina L45 (Nairobi), da Fazenda São Manoel, respectivamente campeão e 3º colocados da Prova de Avaliação a Campo (PAC ABHB/Embrapa) 2013-2014. Os dois criatórios são de Alegrete e o material genético foi coletado na Central Cort Genética Brasil, de Uruguaiana.

Projeto
A entidade desenvolve atividades de exportações através do projeto Brazilian Hereford e Braford (BHB) e somente após quase quatro anos de negociações, visitas a propriedades e de superação de entraves burocráticos no Brasil, que a ABHB conseguiu expedir no dia nove de fevereiro para Nairobi a primeira partida da exportação de sêmen. O acordo prevê o envio de quatro mil doses de sêmen da raça Hereford, quatro mil da Braford e mil embriões da raça Braford em cinco anos. “É a primeira vez que uma Associação de bovinos de corte recebe esta distinção”, comemorou o CEO da ABHB, Fernando Lopa, ao reforçar que a Associação é a única Entidade de criadores de bovinos de raça brasileira habilitada a exportar material genético para o exterior. “Meu reconhecimento todo especial aos colaboradores da ABHB Alfredo Bonet Drissen (então superintendente administrativo), Letícia Matas (gerente do BHB à época), Ana Carolina Rochinhas (atual gerente financeira) e Felipe Azambuja (atual gerente de operações) que foram fundamentais para que a Associação conseguisse vencer este desafio”.
A ABHB, conforme Lopa, sempre buscou se pautar pelo desenvolvimento da pecuária de corte no Brasil e no mundo, “trocando não só experiências, mas levando as tecnologias mais avançadas, somadas à nossa genética de alta qualidade, visando uma pecuária mais eficiente nos países que se interessam pelos resultados atingidos pelos nossos criadores com a genética HB”.
Realizado há 45 anos, o Prêmio Exportação RS é considerado o maior evento do seu segmento no Sul do Brasil, distinguindo as empresas que obtiveram os melhores resultados mercadológicos e desenvolveram estratégias inovadoras para incluir seus produtos no comércio internacional. Além de valorizar as atividades exportadoras e a comunidade empresarial do Rio Grande do Sul, o Prêmio Exportação RS é o reconhecimento à competência e à visão de negócios das empresas que buscaram novas fronteiras e contribuíram para o fortalecimento socioeconômico do Estado e do País.
Gabriela Barcellos

Brasilit lança telha térmica voltada para o agronegócio

Acaba de ser lançada no mercado uma telha térmica, voltada para o agronegócio, que promete beneficiar o setor de criação de animais por meio do conforto térmico, considerado determinante para a melhor produtividade da criação.
De acordo com o fabricante, a TopComfort Agro, da Brasilit, é a primeira telha de fibrocimento do segmento com propriedades térmicas. Produzida com pigmentação especial, a novidade se destaca por refletir com mais eficiência os raios solares. Como o telhado é um dos principais componentes responsáveis pelo conforto térmico de um projeto, a novidade acaba por colaborar diretamente para a redução em até 4°C da temperatura interior dos locais onde está instalada, como áreas de criação.
A coordenadora técnica comercial da empresa, Fabiana Dias, diz que “o resultado impacta diretamente no comportamento dos animais. Ambientes muito quentes aumentam o consumo de líquidos, diminuem a converasão alimentar e podem causar a mortalidade das criações”.
A praticidade, o conforto acústico e a durabilidade também estão entre as características destacadas pela marca. A telha vem de fábrica na cor branca, pronta para ser instalada, possui cobertura livre de tintas ou resinas, reduzindo significativamente o desgaste aparente ao longo do tempo. “Isso sem contar a resistência à amônia, enxofre e outros gases produzidos na criação que costumam danificar outros tipos de telha”, acrescenta Fabiana. A telha está disponível nas espessuras 5 mm, 6 mm e 8 mm, largura de 1,10 m e em todos os comprimentos disponíveis.
Gabriela Barcellos

Cabanha Itapororó oferta todo seu plantel de Cavalos Crioulos

Crédito: Fagner Almeida
Animais premiados da raça Crioula estarão em pista na próxima quinta-feira, 9/11, no Leilão Liquidação Total Itapororó que ocorrerá no Tattersal do Cavalo Crioulo, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A cargo da Trajano Silva Remates, o leilão inicia às 13h30min com a oferta de 93 lotes de exemplares da raça Crioula.
De acordo com Nestor de Moura Jardim Neto, proprietário da Cabanha Itapororó, situada em Alegrete, trata-se de uma oferta diferenciada com destaque para todos os exemplares que estarão à venda, muitos deles reprodutores comprovados e mães de animais premiados. “O plantel da Cabanha Itapororó, que tem o seu trabalho reconhecido com a conquista de vários prêmios nacionais e internacionais, foi formado com sangue de animais chilenos e argentinos, e que acrescentou muita funcionalidade aos nossos cavalos”, salienta.
Neto destaca que se trata de uma das vendas mais importantes dos últimos anos na raça Crioula e que tem a parceria da Cabanha Santa Marta, de São Borja, que também desenvolveu em sua estrutura o sangue da Itapororó. “Estamos colocando no mercado um material que até hoje poucos criatórios disponibilizaram”, afirma.
A Itapororó iniciou sua história na década de 1970, quando Nestor de Moura Jardim Filho adquiriu seus primeiros animais em uma liquidação particular em Bagé. Nas duas décadas seguintes, realizou importações de exemplares da Argentina e Uruguai, que auxiliaram na formação do plantel da cabanha, que se tornou diferenciada na raça, se consagrando como um dos criatórios mais vencedores nas pistas do Cavalo Crioulo no país.
Com informações da Agroeffective.

ABCCC realiza seminário sobre bem-estar animal em eventos equestres

Amanhã, 8/11, acontece o I Seminário de Bem-Estar Animal em Eventos Equestres, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). O evento está marcado para ter início às 9h, tendo continuidade à tarde, no Tattersal de negócios da ABCCC, no Parque de Exposição Assis Brasil, em Esteio. O objetivo é expandir os conhecimentos acerca do tema.
No evento, a ABCCC irá apresentar as condutas elaboradas pela entidade com relação ao tema e espera não só capacitar os integrantes dos Núcleos de Criadores e os técnicos credenciados à Associação, mas também atingir ao público em geral. O Seminário tem o apoio do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), do Grupo ClinEq/UFPel, Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) e do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos da 6ª Região.
Pela manhã, a programação inclui a palestra “Bem-estar em eventos equestres”, com Henrique Noronha e Carlos E. Nogueira, agendada para às 9h. Logo depois, às 10h, será apresentado o “Manual de Bem-Estar Animal em esportes equestres CRMV/RS”, a cargo de Mateus Lange. Após um intervalo para cofee break as palestras retornam, às 10h45min com “Protocolo ABCCC de Bem-Estar Animal”, que será apresentado pelo gerente de eventos da entidade, Ibsen P. Votto. Às 11h será apresentado o “Manual bem-estar animal Mapa”, por Luiz Otávio Silveira e, às 11h15min o espaço para discussão será aberto.
À tarde a programação tem início às 18h, com “Boas práticas em Equideocultura”, novamente a cargo dos doutores Henrique Noronha e Carlos E. Nogueira. Às 19h será aberto espaço para discussão sobre o tema e o encerramento está previsto para às 20h.
O superintendente do Serviço de Registro Genealógico da ABCCC, Frederico Vieira Araújo, explica que a Associação já atua na prevenção de incidentes através da subcomissão de bem-estar animal que supervisiona as provas. No entanto, os esforços para que essa prática se solidifique não param. “A entidade já tem o cuidado com essa questão do bem-estar animal, tanto para equinos quanto para bovinos, em toda a organização dos seus eventos. Mas quer difundir essa prática para todos os eventos organizados pelos núcleos da ABCCC”, diz.
Gabriela Barcellos

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Farsul: Estudo revela disparidades em custos de produção no Mercosul

Crédito: Ilustração
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou um estudo que mostra disparidade nos custos de produção entre os país do Mercosul. De acordo com o levantamento, que está disponível na íntegra no site da entidade (http://www.farsul.org.br) o produtor brasileiro paga, em média, 86% mais caro por insumos em virtude da carga tributária e burocracias associadas à importação de máquinas, fertilizantes, defensivos e demais produtos necessários para a produção.
Conforme o estudo, tal realidade representa uma competitividade reduzida tanto no mercado doméstico quanto nos mercados internacionais. O levantamento também revelou o peso da carga tributária que incide sobre os bens de produção no país, situação que poderia ser corrigida com a abertura do mercado.
O custo de se produzir grãos no Brasil chega a ser em média 79% mais caro que o custo Argentino e 32% mais oneroso que o custo Uruguaio. O peso dos impostos, somado à queda nos preços das commodities, vêm causando redução no lucro do produtor. As dificuldades de adquirir insumos do exterior agravam ainda mais a situação que já causa o aumento do desinteresse do produtor pelo trigo. O presidente da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, alerta que a manutenção desse quadro pode causar, em breve, impactos no cultivo do arroz. “Os resultados de safra que temos este ano são graças ao empenho do produtor de buscar cada vez mais a produtividade. Mas estamos enfrentando uma situação de safra cheia e bolso vazio. O produtor vem diminuindo cada vez mais a sua margem e está vendendo até abaixo do custo de produção para poder sobreviver”.
Segundo o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, a competitividade do produtor brasileiro é prejudicada pelas dificuldades impostas na importação. Enquanto argentinos e uruguaios podem adquirir insumos a preço de mercado internacional, no Brasil a compra de máquinas e equipamentos e outros produtos sofre uma série de restrições para proteger a indústria brasileira. As requisições de inspeções e liberações de departamentos técnicos, além da incidência de taxas, impostos de importação, PIS/Cofins, ICMS são mecanismos que fecham o país para a livre concorrência. Da Luz esclarece que uma das soluções seria remover os entraves burocráticos para que os produtores brasileiros consigam diminuir os seus custos de produção ao acessar produtos nos mercados que tiverem as melhores ofertas.
Foram analisados ainda os tributos que incidem sobre insumos, serviços agrícolas, manutenção e distribuição e colheita em quatro culturas. O estudo concluiu que o maior peso está na produção do arroz, já que os impostos para o cultivo deste grão representam 30,26% do custo total. Na sequência vem o milho (27,10%), soja (27,05%) e trigo (26,21%). A categoria de manutenção e distribuição representou uma das etapas com o percentual mais alto de taxas, com 38,7% no caso do arroz e 35,83% no do milho.
Na fase da colheita, os tributos representam 35,83% do custo de produção em todas as culturas analisadas. Ao analisar o caso de produtos específicos, como máquinas agrícolas, o estudo revela que o preço cobrado por estes equipamentos poderia ser reduzido em um quarto se houvesse isenção de impostos para bens de capital, a exemplo do que ocorre em outros países. Já os adubos, fungicidas e pesticidas poderiam ser diminuídos 20%.
Gabriela Barcellos

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Exportações do agronegócio voltam a cair em setembro

Crédito: Divulgação
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) apontou nova queda nas exportações do agronegócio gaúcho. A informação está no tradicional Relatório do Comércio Exterior do Agronegócio do Rio Grande do Sul, mensalmente divulgado pela Assessoria Econômica da entidade. O resultado vem após um mês de agosto que indicou recuperação no setor.
Total das exportações
No mês de setembro de 2017, o Rio Grande do Sul exportou o valor de US$ 1,610 bilhão, queda de de 7,3% em relação ao mês anterior, sendo US$ 1,058 bilhão (65%) proveniente do agronegócio. O volume exportado pelo agronegócio chegou a 1,924 milhão de toneladas. O saldo da Balança Comercial do RS em setembro foi de US$ 779 milhões, enquanto o saldo da Balança Comercial dos produtos provenientes do agronegócio foi de US$ 995 milhões.
2017 x 2016
As exportações do agronegócio em setembro de 2017 atingiram a soma de US$ 1,058 bilhão, aumento de 26,7% em relação ao valor exportado em setembro de 2016, o que representa um aumento de US$ 223 milhões. O grupo Complexo Soja apresentou um aumento de 60% no valor exportado e 81% no volume exportado. O grupo Carnes, apesar o resultado negativo da Carne Suína, apresentou crescimento de 0,98% no valor exportado, devido aos bons desempenhos da Carne Bovina e Carne de Frango. O grupo Cereais apresentou crescimento de 53% no valor exportado, resultado direto do aumento das exportações de Arroz. O grupo Fumo e os seus Produtos também apresentou crescimento, com um aumento no valor exportado de 23%. Dentre os principais grupos, apenas o grupo Produtos Florestais apresentou queda, de 33,2%, no valor exportado.
Setembro x agosto
Na comparação dos meses de setembro de 2017 e agosto de 2017, observa-se uma queda de 9,2% no valor exportado e 8,85% no volume exportado. Isto representa uma queda de US$ 107 milhões. Ao verificarmos o desempenho dos grupos neste período, os destaques positivos ocorreram nos grupos Cereais e Fumo e seus Produtos, que apresentaram aumentos de, respectivamente, 78,9% e 5,3% nos seus valores exportados. Cabe destacar o resultado positivo das exportações de Carne Bovina e Arroz, que cresceram, respectivamente, 16,8% e 78,9%. Já os grupos Complexo Soja, Carnes e Produtos Florestais apresentaram quedas no seu valor exportado de, respectivamente, 16,3%, 2,1% e 24,5%.
Acumulado
No período em questão, o agronegócio gaúcho exportou US$ 8,742 bilhões, queda de 2% em relação ao mesmo período do ano de 2016, o que representa uma retração de US$ 175 milhões. Ainda assim, grupos importantes como o Complexo Soja e Carnes conseguiram aumentar os seus valores exportados em, respectivamente, 1,37% e 4,38%. Já os grupos Cereais, Fumo e seus Produtos e Produtos Florestais diminuíram os seus valores exportados em, respectivamente, 2,92%, 11% e 19,6%.
Importações
Em setembro de 2017, as importações do RS totalizaram US$ 830 milhões, sendo 7,5% (US$ 62,8 milhões) provenientes de produtos do agronegócio. Este valor representa uma queda nas importações de produtos do agronegócio de 34% em relação aos valores obtidos em setembro de 2016.
Parceiros comerciais
A China continua sendo o principal parceiro comercial do agronegócio gaúcho, destino de 45% do valor exportado (US$ 3,840 bilhões). Em segundo lugar aparece os Estados Unidos com US$ 338 milhões e 4% do market share. Em terceiro lugar temos a Rússia com US$ 295 milhões e 3,5% de participação. Sobre as importações, a Argentina mantém a primeira posição, com US$ 213 milhões e 36,9% de participação. Em seguida temos o Uruguai como fonte de 24% das importações relacionadas ao agronegócio no RS com US$ 138 milhões. Em terceiro lugar aparece o Chile com US$ 51,4 milhões e 8,9% de participação.
Gabriela Barcellos

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Caixa Federal aprova medida de prorrogação para custeios do arroz

A Caixa Econômica Federal, em resposta a um ofício da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) salientando as dificuldades de comercialização que os produtores passam, acatou o pedido de prorrogação dos custeios do arroz. A partir de agora os arrozeiros que tiveram seus créditos pela instituição financeira vencidos ou a vencer podem pagar em novembro de 2017, janeiro e fevereiro de 2018.
O vice-presidente da Federarroz, Alexandre Velho, alerta que esta solicitação tem que ser protocolada por parte dos produtores, pois a medida não é automática e o produtor que tiver interesse deve procurar sua agência para informar a adesão à prorrogação. “A Caixa foi sensível ao momento delicado de mercado que passam os orizicultores gaúchos acatando o pedido da Federarroz prorrogando os custeios para estas datas”, observa.
A mesma medida já havia sido adotada pelo Banco do Brasil durante o mês de setembro, onde os produtores têm prazo para adesão até o dia 20 de outubro e poderão optar por fazer o valor de pagamento dividido em três vezes, sendo pagos em novembro, em janeiro e em fevereiro, ou poderão optar por fazer uma operação de Financiamento para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEPM) com a garantia de colocar o vencimento para 180 dias.
Nestor Tipa Júnior

Falta de renda reflete na intenção de plantio do arroz

Federarroz prevê redução de produtividade devido à baixa capacidade de investimento nas lavouras pela descapitalização do setor

Crédito: Fagner Almeida
Os primeiros números divulgados nesta terça-feira, 10 de outubro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2017/2018 apresentam indícios de redução de área na cultura do arroz em todas as regiões do país. A constatação é do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, que compara a situação brasileira com a do Paraguai que, segundo ele, segue aumentando a sua área.
Dornelles afirma que também existe a expectativa de diminuição da produtividade devido à previsão de condições climáticas não favoráveis e à descapitalização dos produtores. “Isso demonstra que o cultivo de arroz no Brasil não está sendo rentável. E com a forte queda dos preços em plena entressafra, a redução de área poderá ser ainda maior, isto porque em regiões onde é fácil a troca por outra cultura mais rentável, poderá ocorrer maior migração”, observa.
De acordo com o estudo da Conab, a área de arroz no Brasil deve diminuir entre 1,3% e 0,3%, ficando a produção em torno de 11,75 milhões de toneladas e 11,85 milhões de toneladas, o que representa entre 4,7% e 3,8% em relação à safra passada. Para o Rio Grande do Sul, a previsão é que a área cultivada com o cereal se mantenha em 1,100 mil hectares, e para a produção a expectativa é de uma queda de 3,6%, ficando em 8,4 milhões de toneladas. A produtividade também deverá registrar queda de 3,6%.
Ele diz ainda que no caso do Estado gaúcho, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) já apurou área de arroz inferior à considerada pela Conab. Dornelles avalia que, como os prognósticos não são favoráveis para o ano que vem, tudo indica que mesmo com a relativa redução de área não há expectativa de melhores preços para o próximo ano comercial, indicando que haverá uma forte queda de renda ao produtor para o período 2017/2018.
Com informações da Agroeffective.

sábado, 7 de outubro de 2017

Federarroz avalia que estudo da Conab sobre arroz foi superficial

Na análise da entidade, diversas situações que complicam os custos aos produtores foram ignoradas nos levantamentos
Crédito: Fagner Almeida
O estudo divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre a evolução dos custos de produção e rentabilidade do arroz irrigado gaúcho nos anos-safra 2006/2007 a 2016/2017 trouxe dados que da forma como foram expostos não condizem com a realidade da produção no Estado e do setor arrozeiro na atual conjuntura. A avaliação é do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles. Conforme o dirigente, os problemas estão também na contextualização em relação ao mercado mundial.
O presidente da Federarroz salienta que o trabalho desconsidera a premissa do título que seria a de refletir a situação do Rio Grande do Sul, que produz mais de 70% do grão no país. Dornelles lembra que, enquanto o estudo aponta uma produtividade em torno de 6 mil quilos por hectare para o país no comparativo mundial, o Rio Grande do Sul produziu 7,7 mil quilos por hectare na última safra, sendo que os gaúchos, em mais de um milhão de hectares, possuem a sexta maior produtividade do mundo, enquanto os demais competidores, excetuando-se os Estados Unidos, possuem área inferior à do Estado brasileiro. “Enquanto o trabalho é sobre o arroz irrigado no Rio Grande do Sul, a Conab não expressa a elevadíssima eficiência gaúcha”, ressalta.
Dornelles avalia também que o estudo não traz nenhum comentário sobre o aumento da energia elétrica, um dos principais vilões do custo de produção do arroz, que nos últimos três anos subiu mais de 100%. Na avaliação de rentabilidade, o presidente da Federarroz reforça que foi feita uma média aritmética simples do preço no ano e não considerou média ponderada conforme o comportamento de oferta dos produtores. Além disso, o trabalho não considera o custo do arrendamento ou mesmo de oportunidade da terra, que na análise do dirigente, fazem toda a diferença entre estar positivo e negativo na atividade. Sob esse aspecto, facilmente se verifica, segundo dados, que em poucos anos houve renda na atividade.
Conforme o dirigente, necessariamente a Conab deveria fazer uma ressalva aos gestores que formulam as políticas públicas em função de que o arroz irrigado do Rio Grande do Sul possui altíssimo desembolso e custos fixos que exigem do produtor um regime de caixa extremamente profissional e disciplinado, o que foge muitas vezes das características dos produtores rurais. Além disso, poderiam argumentar que a grande volatilidade dos preços, inerentes da fluência dos demais países do Mercosul, com custos de produção mais baixos, tornam a atividade de alto risco. “Todas estas questões negativas que depreciam o setor e que jogam o produtor em situações delicadas foram ignoradas. Ratificamos que o trabalho foi superficial, tende a não valorizar as qualidades da produção do arroz irrigado do Rio Grande do Sul e não menciona dificuldades fora da porteira e que influenciam diretamente na rentabilidade do arrozeiro”, observa.
Entretanto, Dornelles reconhece que a pesquisa da Conab trouxe pontos positivos, como a reiteração da Federarroz em relação às operações de máquinas e implementos agrícolas, que possuem uma relevância nos custos de produção do arroz, não poderem ser comparadas com os mesmos coeficientes de culturas como a soja, o milho e o trigo porque as condições de operação em solo de lavouras irrigadas é muito mais dura e crítica, o que faz aumentar os custos de manutenção, o que incoerentemente, não foi corrigido nas tabelas modais de custo. “Positivamente, houve uma consideração da Conab em relação aos pacotes tecnológicos, ou seja, que os avanços estão contribuindo para eventuais ganhos, o que é positivo ao setor, e o órgão ratifica este rumo”, destaca.
Outro ponto positivo segundo o presidente da Federarroz é que o estudo mostra que os preços têm forte relação com a posição geográfica. «Eles fazem menção à praça de Pelotas, próxima ao Porto de Rio Grande, o que mais uma vez colabora com as atitudes da Federarroz e ratifica que a exportação valoriza o produto no mercado doméstico pelo escoamento do grão e o pagamento de preços melhores pelo mercado internacional”, enfatiza.
Nestor Tipa Júnior

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Final do Movimiento a La Rienda tem desempate entre o mesmo ginete

O tempo fechado, com uma chuva miúda, acompanhou, praticamente, toda a final do Movimiento a La Rienda neste sábado, 23 de setembro, na pista do Cavalo Crioulo no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A competição promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), que já é tradicional em países como Argentina e Chile, consagrou como vencedor da categoria Profissional A o conjunto formado pelo ginete Marcelo Renato de Souza e o cavalo CAC Cajuru Dante. O prêmio foi de R$ 1,5 mil.
Souza, que veio de Rancho Queimado, Santa Catarina, conquistou a vitória após desempate entre os dois animais que comandou na categoria Profissional A e também ganhou a premiação de ginete destaque. Campeão na mesma categoria em 2016, afirmou que veio este ano com o compromisso de pelo menos andar bem e, ao mesmo tempo, sabia estar montando dois bons cavalos. “Graças a Deus tive a sorte de ser primeiro e segundo lugar, o que para mim foi o respaldo de um trabalho de cerca de seis anos no Movimiento a La Rienda, e é muito satisfatório”, destacou.
Para Leandro Amaral, um dos jurados desta final do Movimiento a La Rienda, a prova é muito importante por ser o encerramento de um ciclo e também porque classifica para a FICCC do próximo ano. Ressaltou, ainda, o nível muito elevado entre os competidores. “Nós tivemos aqui dois jurados da Argentina, Luis Nestor Bustos e Francisco Reys Castaneda, que tem a origem da prova, e que também acharam que o nível vem evoluindo muito: o dos ginetes e, principalmente, dos cavalos”, observou.
Na categoria Profissional B, Pablo de Oliveira no comando de Mapuche Heroína levou o título. Na Amador A, o vencedor foi Osmar Mosimann montando Enrosco da Mal Abrigo, enquanto na Amador B o primeiro lugar foi de Roberto Hawerroth montando Galanteador do vô Aldo. Na categoria Crioulos do Futuro, o lugar mais alto do pódio ficou com Reinaldo Kreusch, que montou NMJ Índia Guapa. Confira o resultado

Profissional A
1º lugar
Marcelo Renato de Souza montando CAC Cajuru Dante
Nota: 55,5 (desempate)
2º lugar
Marcelo Renato de Souza montando Silêncio da Santa Angélica
Nota: 55,5 (desempate)
3º lugar
Ronaldo Kreusch montando Garboso do Recanto Crioulo
Nota: 53,5
 
Profissional B
1º lugar
Pablo de Oliveira montando Mapuche Heroína
Nota: 51
2º  lugar
Ronaldo Silveira  montando Mapuche Estanciera
Nota: 44
3º lugar
Eder Pires  montando Cristal da Corte de Limia
Nota: 42

Amador A
1º lugar
Osmar Mosimann montando Enrosco da Mal Abrigo
Nota: 46,5
2º lugar
João Gabriel Caetano da Silva montando Taipeiro do Morro Grande
Nota: 40,5
3º lugar
Leonardo Borge montando o RJ Alvoroço
Nota: 39,5

Amador B
1º lugar
Roberto Hawerroth montando Galanteador do vô Aldo
Nota:42,5
2º lugar
Thiago Antônio montando Dom Alberto Nazareth
Nota: 41
3º lugar
Daniel Dutra montando Gran Corazon do Tamboré
Nota: 41

Crioulos do Futuro
1º lugar
Reinaldo Kreusch montando NMJ Índia Guapa
Nota: 39,5
2º lugar
Bruno Marques montando Geada Forte do Setenta
Nota: 39
3º lugar
Odair Amaral montando Mapuche Kalanbron
Nota: 36

Com informações da Agroeffective.

Retirada de vacina contra aftosa depende de fiscalização de fronteiras

Para o Simvet/RS, medida é positiva, mas é necessário reforçar o controle junto aos países vizinhos

Uma das grandes discussões do mercado pecuário nos últimos tempos vem sendo a retirada da vacinação da febre aftosa em todo o país, tornando o Brasil livre da doença sem vacinação. Atualmente apenas o Estado de Santa Catarina é reconhecido com tal status, e outros, como o Rio Grande do Sul, estão buscando este mesmo status no sentido de abrir novos mercados para a carne bovina.
Para o delegado do Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), João Junior, a medida em termos de mercado é extremamente positiva, visto que há uma valorização maior do produto de países com este reconhecimento. “A retirada da vacina abre um mercado gigante para o Brasil tanto em valores quanto em aumento do comércio. É importante nos prepararmos para este momento e talvez esta seja a hora, diminuindo o risco de dentro do Brasil para fora”, observa.
Entretanto, um dos pontos principais destacados pelo dirigente do Simvet/RS está a questão da fiscalização, especialmente por causa das fronteiras secas existentes entre os países da América do Sul. O Rio Grande do Sul, segundo Junior, é um dos Estados com mais riscos por fazer divisa com Uruguai e Argentina. “É importante nos precavermos da doença fortalecendo a fiscalização nas fronteiras. Já tivemos problemas esses tempos na Colômbia, além disso o Brasil está investindo na Venezuela e com isso vai investindo em outros países para o problema não chegar no país, já que é o controle é muito difícil”, explica.
Além disso, o especialista alerta também que são necessários cuidados especiais com animais silvestres, entre eles as capivaras e javalis. De acordo com Junior, este último especialmente requer atenção das autoridades devido a grande proliferação nos campos pelo Brasil. “Alguns animais silvestres podem ser portadores da doença, pois animais com casco bipartido podem contrair a aftosa e transmitir aos bovinos. Os javalis, especialmente, percorrem áreas muito grandes em extensão e devem ter atenção”, avalia.

Nestor Tipa Júnior

Mapa estabelece novos procedimentos para comercialização de produtos veterinários


O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) publicou instrução normativa estabelecendo novos procedimentos para a comercialização das substâncias sujeitas a controle especial quando destinadas ao uso veterinário e dos produtos de uso veterinário que as contenham.
A Instrução Normativa (IN) n° 35, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira, 21/9, é válida para todo estabelecimento que fabrique, armazene, comercialize, manipule, distribua, importe e exporte produtos de uso veterinário, bem como aos médicos veterinários que os prescrevam ou os utilizam no exercício da profissão. O documento está disponível no site do Mapa (http://www.agricultura.gov.br)
“Temos que estimular novas regras para a comercialização das substâncias e produtos sujeitos ao controle especial, revisando procedimentos que burocratizavam o processo de registro, implementando regras mais exequíveis e racionais, inclusive utilizando a plataforma do Sistema Eletrônico Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), disponível no site do Mapa”, diz a diretora do Departamento de Fiscalização de Insumos  Pecuários (Dfip), Janaína Garçone.
Na lista de controle, foram introduzidas substâncias importantes do ponto de vista de saúde pública e retiradas as que não apresentam risco que justifique a sua manutenção na categoria de controlados. Atualmente, há 617 estabelecimentos registrados no no Dfip. Do total, 331 de são fabricantes; 141, importadores; e 145, farmácias de manipulação. Em 2015, o órgão concedeu 192 licenças. No ano passado, foram 82 e este ano, até agosto, 123.

Gabriela Barcellos

sábado, 23 de setembro de 2017

Iniciado plantio da área da Abertura Oficial da Colheita do Arroz

A lavoura que vai receber a 28ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz já está sendo implantada na Estação Experimental do Arroz, do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), em Cachoeirinha, que novamente receberá o evento entre os dias 21 e 23 de fevereiro de 2018. A partir de agora, os técnicos do instituto darão a continuidade ao processo e os tratos culturais para que a área de um hectare chegue com boa performance para o dia do evento.
Conforme o vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, o plantio, previsto para esta segunda quinzena de setembro, foi antecipado em decorrência das previsões de grande volume de chuvas, o que atrasaria a semeadura. “Temos uma perspectiva de estar com esta lavoura pronta para a colheita na data de abertura do evento. A expectativa é de uma boa condição desta área e acreditamos ter uma ótima lavoura para o evento”, salienta.
A lavoura do evento, que conta com a parceria da Basf, foi plantada com a variedade 424 RI, desenvolvida pelo Irga. A Abertura Oficial da Colheita do Arroz é uma promoção da Federarroz. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.colheitadoarroz.com.br.
Com informações da Agroeffective.

Reajuste no combustível aumenta custos de produção

Após 18 meses de quedas consecutivas, o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou inflação de 0,17% em agosto. O aumento no preço do diesel foi o principal responsável pelo resultado em virtude da elevação nos gastos com fretes. Os dados estão no relatório dos índices de inflação, divulgados pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta quinta-feira, dia 21.
Apesar do resultado no último mês, os custos acumulados do ano e últimos 12 meses continuam apresentando deflação de -4,74% e -2,59%, respectivamente. Os preços de fertilizantes e herbicidas estão entre as principais influências na queda registrada. A lavoura que apresenta a menor retração foi a do trigo, com -4.1%.
O Índice de Preços Recebidos pelo Produtor (IIPR) também registrou resultado negativo de 1,58%, contrariando a tendência dos últimos três meses que registravam valorização. As maiores quedas foram registradas no leite (-4,7%), boi gordo (-3,2%), trigo (-3%) e soja (-2,2%). No acumulado do ano, a queda é de -14,72% e em 12 meses -18,42%.
Na comparação com outros índices, o IICP apontou desaceleração, enquanto o IPCA está inflacionado. Já entre o IIPR e IPCA Alimentos, segue a comprovação de que os índices não apresentam relação direta a curto prazo. O IIPR vem acumulando quedas em 12 meses e o IPCA Alimentos teve o primeiro registro negativo no mês de julho. Porém, já há uma tendência de aumento dos dois índices a longo prazo.
Com informações da Farsul.