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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Legislativo insiste na recuperação de jazigos e túmulos

O vereador Clemente Corrêa encaminhou, através da Câmara Municipal, requerimento ao prefeito Sanchotene Felice solicitando que as secretarias de Obras e de Cultura realizem a recuperação e manutenção dos jazigos, túmulos e carneiras do Cemitério Municipal Nossa Senhora de Sant'Ana. Surpreendentemente, o requerimento também pede que o local receba serviços de limpeza, dando a entender que sequer esse serviço é realizado pela administração municipal. Segundo o Vereador, o local apresenta sérios problemas e está abandonado pelo Poder Público.
O mesmo pedido já havia sido feito no ano passado, quando o vereador Mauro Brum, encaminhou à Imprensa, fotografias denunciando a precariedade existente no local. As imagens mostravam túmulos violados, ossadas espalhadas pelo chão e caixões abertos e jogados no fundo do Cemitério. Em outras oportunidades, sepultamentos foram realizados à luz de velas. Também são frequentes as reclamações quanto a segurança dentro do Cemitério, onde são frequentes assaltos e menores podem ser vistos pela população, (menos pelos policiais e pelo Conselho Tutelar) consumindo drogas em plena luz do dia.
Para as autoridades, reina a paz no Cemitério, e nenhuma providência é tomada. Desta vez é ao vereador Clemente que cabe tentar provocar o Executivo Municipal a adotar alguma atitude.

sábado, 30 de abril de 2011

“Pai trocínio"

Retornando de uma pequena viagem ao Chile para comprar alguns eletrônicos e vinhos, e a Buenos Aires roupas de inverno para minha esposa, filhos e claro, para mim um bom casacão ¾ super fashion, que antigamente chamavam de sobretudo, abro o estojo de meu imponente, majestoso, guerreiro, festeiro e amigo Pandeiro e antes mesmo de tê-lo em minhas mãos saudosas e impertinentes para usá-lo acompanhando alguns ritmados sambas que vertiam de meu Smartphone, ou por vezes do meu novo BlackBerry, recém adquiridos no Chile, contrastava com a curiosidade de uma anotação que eu mesmo havia deixado dentro do “castelo aveludado” onde repousa sempre meu fiel escudeiro e amigo Pandeiro. Trata-se de um assunto que há muito me incomoda, e pelas reclamações do povo que lida nestas festas de Momo, também, que é o tal de PROFISSIONALISMO no carnaval. Pois bem, vejamos os exemplos de nossas Escolas de Samba, onde quaisquer Amaros da Silva, ou da Luz, ou de Souza ou mesmo de Deus, se aproximam daquela que diz ser a “SUA” Escola pra ajudar. Aquela “pessoinha” parece ser para os Presidentes, um anjo caído do céu, e que “ELE”, a partir de então, vai solucionar todos os problemas do seu carnaval. A princípio não imagina que, além de aprender quase todas as funções que ele nunca soube fazer, lá adiante, ainda vai colocar na Justiça do Trabalho a sua própria Escola de Samba, pois se acha no direito de cobrar pelos serviços que prestou por vontade própria. Isso deve-se muito pelas atitudes desses falsos ajudantes que acabam vendo outros PSEUDOS-PROFISSIONAIS além de cobrarem por entenderem ser eles maestros nisso ou naquilo, ou ainda quando se acham insubstituíveis em todos setores do carnaval dessa Entidade. Aquele ANJO DE ARAQUE pega esses exemplos e abre um rombo no caixa da Instituição.

Outro dia, estive conversando com 3 presidentes e tratei de dar-lhes a sugestão de uma saída para angariarem altos valores em detrimento dos baixos proventos recebidos para colocarem suas Agremiações na Avenida e o sofrimento seja amenizado, e muito menos sejam comprometidos valores pessoais, ou até mesmo a perda de parte ou de tudo aquilo que é patrimônio físico e cultural do samba daquela Entidade, como imóveis, por exemplo.

Falava eu, que não era exclusividade minha a fórmula, mas que é o nicho que as Escolas de Samba do Rio de Janeiro adotaram há algum tempo e que começa a se expandir pelos carnavais do Brasil, ou seja, CARNAVAL PATROCINADO. Pega-se uma bela idéia ou um belo produto ou uma empresa em potencial, ou um Estado Brasileiro, ou... Bem, estou apenas dando dicas e não os verdadeiros segredos de como fazer, pois isto tem valor e custa caro, me perdoem os necessitados. Daí, se oferece a quem for o escolhido, uma ótima mídia em troca e tudo que um bom marketing pode fazer em retribuição a esta ou aquela empresa que venha fazer parte desse POOL de cultura, entretenimento, alegrias e muita festa. Agora: - todo cuidado é pouco! Não basta sair por aí com um papel rabiscado sem “eira nem beira” a estragar uma dessas idéias e colocar tudo a perder. Pra quem vier a fazer, lembre-se sempre: tem que ter projetos bem feitos, planejamento, credibilidade, bom trânsito empresarial e expressão dentro desse ou daquele setor envolvido. Estamos realmente falando de pessoas que tenham CONHECIMENTO DE CARNAVAL e de como se coloca na avenida uma Escola de Samba pra ganhar o Título, mas falamos em poucas palavras para não dar a entender que sabemos mais que os verdadeiros administradores do samba, caso contrário, exerçam as atribuições recebidas com cada estilo, mas que sejam coroadas de êxito para um Carnaval regido por melhores espetáculos, brilhos, repercussões, sucessos, enfim, vindo coroar e estigmatizar realmente como UM DOS MELHORES CARNAVAIS DO BRASIL, e quiçá, o Terceiro como tanta gente propaga por aí. Se não se alertarem para TEMAS PATROCINADOS, vamos estar sempre pagando o que não temos e sendo sempre: “PAI TROCINADORES”.

Até outro ensaio, Amaro do Pandeiro!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Baluartes do samba em extinção

Há tempos me preocupo com o futuro das nossas Instituições Carnavalescas e o que poderia ocorrer caso viessem, aos poucos, disseminando as lideranças de cada Bandeira do Carnaval, e dar seqüência administrativa em cada Escola de Samba de Uruguaiana. Vejamos:

BAMBAS: Partimos da premissa de ser uma Escola se Samba relativamente nova no contexto do carnaval, há poucos anos de sua fundação. Teríamos um pouco de dificuldade de encontrar contingente experiente para orientar, colocar no caminho certo, dirigir a entidade para vida futura plena, já que VELHA GUARDA, por esse motivo, não tem. Portanto, sangue novo sempre que formos falar em mudanças de presidência, não temos.

APOTEOSE DO SAMBA: Mesmo caso, até por ser uma dissidência do Ninho da Águia e serem os mesmos ainda muito jovens na Avenida, tendo até por essa juventude e falta de larga experiência, transitado no segundo Grupo, voltando agora mais fortalecida. Mesmo assim, que nomes antigos poderíamos evidenciar? Às consideradas Escolas menores, o perdão da coluna, pois ainda engatinham no aspecto primeira linha, justamente por serem novas, sem futuro certo e totalmente fora do contexto de Carnaval com letra maiúscula, dando entender que a verba destinada a elas, já premiam pessoalmente seus presidentes o suficiente para tudo outra vez no ano que vem, tirando uma bela fatia das Escolas de expressão e que investem cinco ou mais vezes esses valores. É JUSTO?

TOCA DO LOBO: Um caso sui generis que há décadas parece correr atrás da sua própria cola. Giram em torno da família Lobo as diretrizes da Entidade, impossibilitando seu crescimento e as chances de permanecer no Grupo Especial, sendo até um estorvo para o Carnaval, junto a outras “escolinhas” sem expressão. Há de se pensar grande e sem paternalismo, falsa ternura ou interesses políticos dentro da Liesu, e acabar com essas entidades que desabonam um carnaval moderno, luxuoso, criativo e de alto nível de verdadeiras Escolas de Samba de Uruguaiana.

ILHA DO MARDUQUE: Num quociente de rara dimensão, dá para garimpar algumas figuras mais antigas que, a rigor de suas lembranças do inicio da transição do bloco satírico da Ilha para a digna Escola se Samba, posam, com o aprendizado dos anos, assegurar uma transição presidencial para outro que entre com maestria e dedicação, e venha elevar cada vez mais o nome no cenário de Carnaval, uma Comunidade feliz e carnavalesca por adoção.

CHUCHA NA ZEBRA: Aí começam algumas preocupações, pois o que quero alertar é a falta de reais baluartes de samba nas Entidades, aqueles que, por vida dedicada e muitos trabalhos prestados a sua Agremiação, adquirem o status de conhecedores de carnaval e, pelo menos num processo de renovação nas diretrizes da Escola, lá estarão colocando seus nomes e confiabilidade para dirigirem o futuro da sua Escola de Samba do coração. Porém, com a carga e responsabilidade de que O PATRIMÔNIO DA SUA ENTIDADE não seja desprotegido e nem afetado de forma alguma, e mais ainda: conduzam a conquista de mais e mais (é exigência dos componentes e torcida) campeonatos e vitórias.

ROUXINÓIS: É visível a descaracterização em termos de “Hereditariedade do Samba” na Escola Verde & Branco. Depois de Severo Luzardo, Palmor Franklin, João Carlos Ritter e Conrado Gomes, pouco ou quase nenhum nome forte ou raiz sambista que conheça os meandros de uma Escola de Samba se poderia agora citar para que essa sexagenária agremiação tenha um futuro esplendoroso e voltem os tempos de glórias e vitórias haja visto que, em décadas anteriores, sua torcida e componentes acostumaram-se a fartos títulos conquistados tornando Os Rouxinóis a escola com maior número de campeonatos no Brasil – 28 títulos – sem contar o vice-campeonato de 2011, perdido para a Cova da Onça num critério de desempate no quarto quesito, por 1 décimo. Com Jair Rodrigues, uma frustração muito grande tomou conta dos esmeraldinos, pois a administração e o dinheiro investido pelo fanático e polêmico presidente só um campeonato conquistou, e longe, lá em 2006. Logo a Escola caiu em desgraça administrativa chegando ao desgaste ao passar pela gestão Marielly Abad que, a rigor, leva consigo, mesmo assim, esse vice-campeonato de 2011. Tem agora os “Verdes”, a esperança e presunção de tempos melhores com Custódio Flores, um comandante novo no carnaval, mas com a responsabilidade de reformular o quadro social e os Estatutos da Agremiação, e atender as exigência de vitória, o credenciando para o biênio em que estará a frente dessa Entidade onde todos estão mobilizados (com muitas condições exigidas). Componentes, diretoria, medalhões e torcida o apoiaram na mudança de rumo da quase sexagenária Rouxinóis. É um desafio para São Custódio consagrar e sair consagrado desta tarefa carnavalesca.

COVA DA ONÇA: Dos antigos Mathias Abreu, passando por tantos e bons presidentes como Dr. Pedro Moacir até Vera Camargo, penso que também começam a escassear nomes de peso e conhecimento de samba na Vermelho & Branco da baixada. Muitos, ou melhor, a maioria dos que conhecem e sabem como fazer uma Escola campeã, já não querem mais envolvimento. Eu poderia aqui citar muitos nomes de todas Entidades Carnavalescas, mas eles preferem agora, só acenar na avenida suas bandeirinhas de cores personalizadas das Escolas de seus corações, longe dos compromissos de serem presidentes. Neste último ano, surgiu a figura simpática, carnavalesca, personalidade forte e liderança marcante chamada José Carlos Zaccaro, que ao receber a “Vermelhosa”, teve a responsabilidade de não devolver o título anterior a nenhum adversário. Conseguiu, com muito talento carnavalesco e visão administrativa. Terá ele fôlego para seguir em frente até o final já que um título traz a fama de muitos chamarem para si os “louros da vitória”? É de se ver ao longo dos tempos!

Vejo que não posso vislumbrar “novos nomes” de uma legião de bambas antigos nas Entidades do Samba para ter o segmento vitorioso e um futuro que faça crescer mais ainda suas torcidas e, logicamente, seus componentes. Todos esses ingredientes são a fórmula exata de um carnaval diferenciado, atraindo muito mais foliões à Avenida do Samba, até termos, urgentemente, o nosso exigido e já necessário SAMBÓDROMO para sacramentar então esta festa e atrair mais e mais turistas à Uruguaiana. Agora, voltemos à situação real: - Sem pessoas de ilibada conduta, confiabilidade, que saibam administrar vaidades, ciúmes, inveja, e até interesses pessoais nas respectivas diretorias, e que, mesmo sem entender de carnaval, tenham humildade para escutar e atender aos mais velhos e experientes no samba em sua tribo, essas escolas estarão prontas para ganhar de seus adversários na avenida? Sem o conhecimento e a experiência da VELHA GUARDA de cada uma, haverá agremiação viva e triunfante daqui pra frente na avenida? QUEM VIVER VERÁ!

sábado, 16 de abril de 2011

Vou beijar-te agora não me leve a mal, hoje é carnaval...

Hoje, me bateu uma nostalgia tão grande ao lembrar dos tempos idos e bem vividos do nosso carnaval. Ao acordar, fui direto ao estojo aveludado onde adormece meu querido e inseparável “Pandeiro Dourado”. Ao envolvê-lo em mãos ritmadas e quase esquecidas das malemolências de tantos e tantos sambas-enredo passados em nossas vidas, remontei minhas memórias aos carnavais de outrora onde cantávamos em salões inflamados de alegrias e transbordando de foliões felizes a cantar: “Quanto riso, óh! quanta alegria, mais de mil palhaços no salão, Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão”. Digam pra si mesmos meus leitores: Não era maravilhoso esse tempo? Recordar momentos de extasiantes noitadas onde o rosto “encharcado de suor” daquele flerte, era como um perfume a nos enlouquecer? Mil voltas no salão ao ritmo de sambas e marchinhas que nos lembram até hoje dos tempos da vovó, como: “Òh, Jardineira porque estás tão triste, mas o que foi que te aconteceu?”. Bons tempos onde enroladas serpentinas “acasalavam a confetes em nossa imaginação” no piso de um salão escorregadio e multicolorido, mas que deslizávamos sem medo de cair e sonhávamos que no fim daquele baile ao terminar a noite, iríamos para o meio da praça saudar o Barão do Rio Branco. Nesses sonhos, era como se pedíssemos a ele a mão da nossa nova namorada do baile de carnaval. Aquela estátua, parecia nos proteger e apadrinhar, pois faltava coragem para assumir junto aos pais da namoradinha, um romance de carnaval que todos diziam terminar na quarta-feira de cinzas. No fim da festa, lá se ia mais um sonho de carnaval envolto a confetes e serpentinas. A maioria deles surrados, enrolados, desbotados mas dando veracidade aos momentos de paixões e beijos suados, cantando juntos muitas marchinhas como esta: “... A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores o mesmo jardim... Tudo é igual, mas estou triste, porque não tenho você perto de mim...”. Áh! Que felicidade, que saudade, que recordação! Hoje, nem bons bailes de salão temos mais. Lembro que há alguns anos atrás os Clubes culpavam os desfiles das Escolas de Samba por esvaziarem os salões, já que o show delas na avenida prendia o público na passarela prejudicando os bailes de carnaval de salão. Bom, mas o que os Clubes dizem agora? Nosso carnaval fora de época é sucesso estrondoso e cada vez fica melhor, deixando os dias originais de carnaval para que os Clubes pudessem então fazer a safra da folia na data oficial? Aí é que vem a questão: Será que o sistema dos bailes de carnaval de salão já há muito tempo não precisaria de uma mudança principalmente em preços de ingressos, convites, bebidas mais baratas, sistemas de refrigeração para beneficiar os sócios e foliões no salão? Investir em sistema de som e principalmente em ótimas Bandas e não em JUNÇÕES de última hora que por ganância ou falta de visão moderna de administrar o sistema falido de clubes, contratam Bandinhas a preços de batatas? É, os bons tempos de: “...Se a canoa não virar, olé, olé, olá... eu chego lá”, ou; “...Bandeira branca amor, não posso mais...” ou até mesmo essa: “... A estrela Dalva, no céu desponta, e a lua anda solta, com tamanho esplendor...” ou “Confete, pedaçinho colorido de saudade... Ái, ái, ái, ái, ao te ver na fantasia que usei, CONFETE, confesso que chorei..”. parecem ter acabado. Lágrimas nostálgicas, molham meu rosto e a pele aveludada de meu inseparável irmão Pandeiro. ( ...pausa para revitalizar minha alma e meu pobre coração inundado de tão belas recordações). Refeito de tamanhas emoções e cheio de lembranças de Colombinas, Arlequins, Pierrôs, Odaliscas, Melindrosas com piteiras e luvas pretas nos braços, volto ao palco dos carnavais atuais. Desilusão... desilusão! O que se vê agora, além de Clubes desertos nos dias de carnaval, é nossa juventude sem conhecer essas marchinhas e sambas dos autênticos e românticos carnavais. Hoje, nossos foliões curtem apenas as concentrações em frente a alguns Clubes, lotando as ruas, consumindo bebidas e o pior, em muitos casos, consumindo drogas.
Até outro ensaio, Amaro do Pandeiro

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Troca-troca

Convencido que estou na revolução nas Diretorias Administrativas e de Carnaval em quase todas as agremiações para 2012, e quem sabe até na toda poderosa Comissão de Carnaval da City, deixei de lado meu irmão de fé e companheiro Pandeiro aí na nossa Uruguaiana e, daqui de São Leopoldo, pego o PC do meu sogro e chefe funcional, para escrever à distância algumas coisas sobre nosso Carnaval.
Comentários pela Rua da Praia, entre poucos, mas por várias vezes turistas carnavalescos que participam da nossa Festa de Momo, bradam (sem saber explicar) que nosso carnaval continua crescendo e, entusiasticamente, planejam desde já caixinhas de economia para no próximo ano, estarem na Avenida Uruguaianense vibrando com nossas escolas de samba. Tenho conferido que a Cova da Onça foi unanimidade no resultado deste ano. Ganha muitos adeptos sempre elogiando suas fantasias e alegorias – torcedores que querem desfilar nesta grande Escola de Samba. Seguido de muitos elogios e delírios vêm apupos para Os Rouxinóis, onde ressaltam a desenvoltura e cadência sensacional da Bateria Galáctica (para eles, a mais carioca do Rio Grande do Sul), mais o padrão de riquezas e luxos das fantasias de destaques, e mulheres bonitas, claro. Também há muita gente se programando para desfilar em 2012 nos Verdes da Presidente Vargas. Em terceiro lugar, e surpreendentemente, o carinho de alguns para a Ilha da Marduque – o pessoal da capital se identifica muito com os Azuis e não se conformam com o quarto lugar, pois em anos anteriores a Ilha era forte e participativa – neste ano, eles esperavam a Ilha querendo ser campeã mais uma vez, mas não funcionou.
Em troca de bons assuntos de carnaval, tomei a liberdade de expressar meus conhecimentos no tema e, muito especialmente, dos problemas da Ilha, afinal, tenho origens naquelas bandas e amizade com a carnavalesca Rita Maidana que, aos poucos, abre seu coração e desabafa pra nós, mais chegados, e todos mais, os PORQUÊS de um quarto lugar. Quanto aos novatos e alegres participantes do seleto Grupo das “GRANDES DO CARNAVAL”, estão nossos “BAMBAN’s” do Carnaval 2012 surpreendendo gente de fora e de dentro com o 3º lugar. Um salto de qualidade em relação a si próprios, e com cacoetes de já pensarem desbancar definitivamente a “Xuxinha”, obtendo esse lugar permanentemente. Mas o papo de carnaval rolou tanto nestes dias na capital do Estado, que entre o PODER da ressurreição do festa deles e a nossa já firmada consagração, eles ficam com Uruguaiana como a melhor festa Burlesca do Rio Grande do Sul, e ainda afirmam que, sem um protocolo de convencimento maduro e real de ressurgimento do carnaval deles, se programam para vir mais e mais, em contingente participativo do samba da capital gaúcha para cá, a desfilar em nossas Agremiações.
Cheguei a tocar no assunto em que o grande jornalista Claudio Britto tem um papel de responsabilidade de influências decisivas outorgadas pelo nosso Imperador do Samba (ops! não confunda-se com o presidente Sarkis). Eles, meios receosos e céticos, ao mesmo tempo respondiam que nosso Astro da Gaúcha tinha “botado um ovo” este ano ao indicar os jurados de POA. Os “JUÍZES CARIOCAS” deram sota & bastos nos resultados do carnaval de lá. Daí a pergunta: Até quando vamos depender de interesses pessoais e comerciais para seguirmos em frente orgulhosamente pelo nosso instinto de Carnaval? Nosso?
Trocando de tema, recebi noticia em meu e-mail que um TROCA-TROCA de gente que faz carnaval aí em Uruguaiana, e que muitos “babados fortes” estarão explodindo nos próximos dias. Gente de cá, pra lá. Gente de lá, pra cá. E mais: Brigas de titãs nas cores fortes da avenida; carnavalescos insatisfeitos com desmandos de presidentes e afins; grandes personalidades da folia desabando para outras Entidades; presidentes que não agüentam o repuxo e vendo a hora de largar seus confetes e serpentinas nas respectivas quadras de ensaios, tomando um novo rumo em relação ao carnaval. E é agora mesmo o TROCA-TROCA.

Até outro ensaio,

Amaro do Pandeiro

sábado, 2 de abril de 2011

Ordens e desmandos do Rei Momo fanfarrão

É... dessa vez não deu! Meu “Cumpadi Pandeiro” me abandonou. A vergonha do pobre parceiro foi maior que o tilintar das platinelas do nosso desfile no carnaval de Itaqui e aqui mesmo na Apoteose do Samba, depois das VIRADAS DE MESAS – COCÔS AOS VENTILADORES – DERRUBADAS DE LUSTRES DE CRISTAIS – QUEDAS DE SINOS E CHUTES NOS BALDES do nosso “CARNAVALITO DE MARZO”. Como dizia um samba nosso antes: ... É DE ENLOQUECER... seu nome é forte... razão do meu viver... VIVER? Não, não... o samba fala em viver mas o que eu quero dizer é MORRER, ou melhor: MATAR!
Vejam só: outro dia, resolvi sintetizar aqui mesmo na minha coluna, o assunto de que há tempos a baderna pré e pós-resultados nas apurações dos carnavais da nossa cidade são precedidos de DESMORALIZANTES DECISÕES em beneficio desta ou daquela agremiação. Serei mais claro ainda! Em anos anteriores já ocorrera de uma ou outra Escola de Samba atrasar os desfiles e casualmente, em carnavais passados, como no de agora, a vencedora tivera um de seus carros quebrado atrasando todos os desfiles da noite. Lembram-se de que um carro teve de voltar pelo meio da Avenida, já com público numeroso nos camarotes e arquibancadas? Pois é, e na hora da apuração, mais uma vez NÃO OBEDECERAM AO REGULAMENTO, tornando DÚBIOS OS INTERESSES DE QUEM ASSIM PROCEDEU, e não descontaram pontos nem percentuais em dinheiro. Pois bem, neste carnaval, na hora da apuração, ocorreu algo inusitado: Descontou-se pontos pelo atraso, mas de TODAS AS ESCOLAS DE SAMBA, e mais um percentual em dinheiro, também de TODAS AS ESCOLAS DE SAMBA, motivados por haver um carro alegórico da Escola de Samba vencedora, a mesma daquele ano anterior, ter se demorado na Avenida, por motivos que só a sua Diretoria soube, sendo que tinha obrigação de, de uma forma ou de outra, estar com a alegoria no horário pré estabelecido e determinado POR REGULAMENTO na concentração, sob pena de serem-lhe imputadas penalidades como decréscimo de pontos e multa. Todas as outras Escolas, ou a maioria delas, firmaram um documento de repúdio, posteriormente ENTREGUE À COMISSÃO DE CARNAVAL, por não aceitarem e não concordarem em ser PREJUDICADAS por culpa de uma entidade que bloqueou a passagem das alegorias dessas co-irmãs com sua alegoria quebrada, ou abandonada, no caminho, atrasando assim todo desfile da noite. Mas agora, NA CALADA DA NOITE na data de 29/03/2001, numa reunião ENCOMENDADA pelo REI MOMO FANFARRÃO com seus súditos da Comissão não menos fanforroninha (isso mesmo, com letras minúsculas e tudo), decidiram, SEM NENHUMA ESCOLA DE SAMBA PRESENTE (e que teriam interesses legítimos MAS NÃO FORAM AVISADAS DA FANFARRA), anular as sansões impostas A TODAS AS ESCOLAS e já divulgadas na imprensa local e estadual através do poderoso JUIZ DA CARNAVÁLIA URUGUAIANENSE. E tudo isso para beneficiar a “CAMPEONA” deste carnaval, pois sabia-se de disque-disque que ROUXINÓIS, CHUCHA, MARDUQUE, BAMBAS e outras tantas iriam ajuizar ação reivindicando seus direitos em não lhes serem descontados pontos nem valores por culpa exclusiva da co-irmã vencedora.
Bem, dito isso, a Comissão do Comissário fanfarrão decide DEVOLVER TUDO À TODAS, inclusive à CULPADA POR TODO ESSE TRANSTORNO. Mais uma vez BENEFICIA-SE A VILÃ e PREJUDICAM-SE AS INOCENTES que, por medo de represália, não reagem! Se NÃO MANCHASSEM O REGULAMENTO MAIS UMA VEZ, o resultado do carnaval seria outro. Haveria outra campeã e a honestidade, transparência, lisura e CONFIABILIDADE estariam de mãos dadas com o REI MOMO FANFARRÃO e seus ALEGRES CURINGAS, mas agora: CAIU MAIS UM TOTEM SAGRADO!
Até outro ensaio,  

Amaro do Pandeiro.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mea culpa

Não queremos, EU e meu inseparável PANDEIRO DE OURO, parceiro de tantas alegrias e glórias em momento algum, depositar responsabilidades e muito menos depreciar o trabalho de quem quer que seja, desde que os mesmos o façam de amor a Arte ao Carnaval e principalmente à nossa cidade de Uruguaiana. Mas, mister se faça esclarecer e cobrar dos FANTASIADOS DE PROFISSIONAIS, FOLIÕES FORA DE PROPÓSITOS, CARNAVALESCOS DE ARAQUES, FALSOS GÊNIOS ENFEITADOS DE CONFETES E SERPENTINAS, MENTIROSOS DESTA FÁBRICA DE ALEGRIAS E SONHOS QUE É NOSSO CARNAVAL, venham “coloridos e enserpentinados” fazer deste povo BURLESCO eminentemente feliz, e que são os verdadeiros heróis ao comprarem GATO por LEBRE - em termos de acomodação na avenida, sem ter COMODIDADE e BEM ESTAR (que é o mínimo que se pode EXIGIR pelos PREÇOS AVILTANTES COBRADOS), sem ter sequer mictórios suficientes, sem ter os famigerados bares cobrando menos para não doer ainda mais no bolso dos foliões, e ainda por cima, uma sonorização melhor para além de não prejudicar essa ou aquela escola (e algumas foram), finalmente termos possibilidade de ouvir em ÓTIMOS EQUIPAMENTOS, vozes de intérpretes famosos do Rio. POR FAVOR EXCELENCIAS: Façam cumprir RIGOROSAMENTE e de uma vez por todas o cronograma e O REGULAMENTO do Carnaval. É milenar o abuso das Escolas de Sambas nos atrasos e desrespeitos ao POVO que paga muito e recebe MUITO POUCO em troca. Atenção pretensiosos Presidentes, fazei com que seus PSEUDOS-diretores de carnaval, que se NÃO são experientes e com KNOW-HOW adquiridos, consigam APRENDER para ENSINAR como se comporta uma ALA, um DESTAQUE DE CHÃO, e evoluir para não parar sua agremiação, uma COMISSÃO DE FRENTE que, de forma repetitiva, evolui sem sair do lugar, “parecendo um cão correndo atrás de seu próprio rabo” atrasando também a Escola. Chega de cacarejar feito galinha européia, pensando que seu cacarejo É O MAIS SONORO!
Não dá mais para agüentar desculpas esfarrapadas pelos DESCONFORTOS causados pelos ATRASOS e ERROS CRÁSOS cometidos nos desfiles pelas Escolas de Samba e agora elas atribuírem a QUEBRA DE SEUS CARROS às co-irmãs, como se elas tenham SABOTADO suas alegorias. Lembram-se da última alegoria dos Rouxinóis no ano passado? Partiu-se ao meio, foi penalizada pelos jurados e perdeu o Carnaval. Ouvimos rumores, e até mesmo certezas, de que foi sabotagem e até digerida pela entidade, que isso ocorreu. SOUBE-SE QUEM O FEZ? NÃO! Nunca se soube e o trem passou! É viável que sim, é possível que sim. Agora, no caso da Ilha do Marduque, também é possível que sim, e até parece que a Ilha da Fantasia quer voltar aos tempos de vítimas quando, ao quebrarem alegorias no caminho da avenida, culpavam inocentes crianças de depredação e constatado depois que GALHOS de ÁRVORES ceifavam pedaços de alegorias por NÃO TEREM FEITO MEDIDAS NECESSÁRIAS para conduzir seus carros até a concentração. Seu Presidente fala agora que 02 Engenheiros Mecânicos atestam tal fato. Peritos que comprovam que HOUVE sabotagem e assim respingam dúvidas e culpas para algumas agremiações concorrentes. EU concordo com tudo e até acho que foi sabotagem sim, mas meu Pandeiro me faz perguntar: - NÃO SERÁ ESSA SABOTAGEM FEITA POR GENTE DA PRÓPRIA ESCOLA? Claro que é possível! Tanto no ano passado com Os Rouxinóis, como agora na Ilha do Marduque, NÃO PODERIAM SER COMPONETES DESCONTENTES com aquele que dirige mal e despreparadamente suas cores e amores? PENSEM NISSO, PENSEM!
Até outro ensaio, Amaro do Pandeiro